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domingo, 13 de setembro de 2020

A trajetória da ASSOBECATY até Pontão de Cultura entra em análise na UFBA

 Hoje, foi realizado uma entrevista com Iago de Almeida Pereira, mestrando em Desenvolvimento de Gestão Social na Universidade Federal da Bahia - UFBA.

O que chamou atenção do pesquisador foi o trajeto percorrido pela associação, para chegar a ser reconhecida e investida com recurso público, como 1º Pontão de Cultura de Matriz Africana no Estado do Rio Grande do Sul. Os diversos questionamentos, respondidos, o ajudaram a pensar sobre os desafios que foram enfrentados pela entidade. Aguardaremos o retorno do Mestre Iago de Almeida Pereira , para compartilhar os resultados em uma Live.

sexta-feira, 8 de maio de 2020

Tempos de quarentena no Pontão Ilê Axé Cultural ASSOBECATY, , Tempo de reinvenção


  • Nesta quarentena, o Pontão de Cultura Ilê Axé Cultural ASSOBECATY,  diante das dificuldades, em ofertar cultura de forma virtual, para comunidade do entorno pelo  estado vulnerável. Teve que se reinventar,  desde o dia 23 de março, está oferecendo um dia sim é outro não a LIVE Conforto é Axé via Facebook.Após muitas reuniões, foi realizado um planejamento emergencial, que a partir do dia 18  de maio. estaremos colocando em prática.  

quarta-feira, 29 de abril de 2020

MÃE CARMEN DE OXALÁ O DIZ QUE OS DESAFIOS VIVIDOS NA ASSOBECATY, FOI FUNDAMENTAL PARA GANHAR UMA BOLSA INTEGRAL NO CURSO DE PÓS-GRADUAÇÃO INTERNACIONAL EM POLÍTICAS CULTURAIS COMUNITÁRIAS – CH3

MAEMeu nome civil é Carmen Lucia  Silva de Oliveira, sou  psicóloga, Iyalorixá, resido  na cidade de Guaíba, Rio Grande do Sul. No meu país, me conhecem como Mãe Carmen de Oxalá, foi assim que me construí  e ganhei notoriedade, por articular, coordenar e executar  projetos socioculturais em parcerias com empresas de médio porte, assim como estabelecer  convênios com ministérios federal. Sou uma mulher negra que carrego com muito orgulho os traços de minha ancestralidade. No meu cotidiano, que aprendi, pelo fato de nascer dentro  de uma casa de tradição de matriz africana, lugar onde a cultura nunca esteve adormecida, muito pelo contrário, segue a tradição que vem sendo passada de geração para geração desde os tempos da escravidão. A casa foi fundada por  mãe Quina de Yemanjá, no ano de 1943, desde sua fundação, até os dias atuais além de ser uma casa tradicional de religião, sempre fez um trabalho com recortes  para a difusão de valores, de manutenção e resgate desta cultura negra. Em 2010, intensificou as principais atividades, passaram ser divulgadas pela internet, é ganhou visibilidade em consequência iniciou sua trajetória exitosa em aprovar projetos. A ASSOBECATY, promove atividades de inclusão e promoção social, fundamentalmente de elevação da nível de consciência através do conhecimento, da cultura e da prática africanista; criou o NERCI (Núcleo de Estudos a lingua Iorubá), promovendo a oralidade de matriz africana em sua linguagem nativa; como em 1994 criou a biblioteca comunitária Moab Caldas, cria neste momento contemporâneo a Sala de Cinema, que promove filmes da cultura africana e afro-brasileira, e de temas sociais, estabelecendo debates e estudos afins; oficinas de capoeira, oficinas de saúde, oficina de contação de história, oficinas de prevenção hiv/ aids, oficina de teatro, oficinas de geração de renda, oficinas de programa comunicação e de rádio comunitária, oficina de manutenção dos blogs ( são 37 blogs criados e mantidos ativos pelo Ilê), aguardava a conclusão da instalação do Telecentro Br, do Ministério das Comunicações. Todas estas ações de intervenção sócio culturais e econômicas ocorrem com a transversalidade do calendário religioso e dos ritos sagrados tradicionais, como a Festa anual de Oxalá, o aniversário da ASSOBECATY em fevereiro, e os Batuques dos Orixás, de Bará a Oxalá da Nação Cabinda, e as festas da Umbanda Também descobriu Diante disso o espaço  recebe  diversas denominações, tais como terreiro mais antigo da cidade de Guaíba, Lugar de herança, lugar de memória, lugar de patrimônio Cultural, imaterial, afro brasileiro, lugar de segurança alimentar, lugares de acolhimento e cura, lugar de inclusão digital no axé. Pela manutenção de nossa cultura foi reconhecido é investido no edital 2012, foi a primeira casa de matriz africana, no sul do país a ser reconhecida é investida como Ponto de Cultura de  Ilê Axé Cultural, que o próprio nome  qualifica a entidade, dizendo  o lugar que ele nasce,” casa de força cultural”. O fazer cultura deste espaço  tem uma uma peculiaridade de ser um mosaico cultural, oficinas de capoeira, dança, percussão, por suas atividades expressaram a cultura  negro-brasileira; são lugares que emanam a força e o poder cultural através de sua vivência, é  a cidadania mesmo ainda, em  condições desiguais. Em 2018 a última atividade, antes de ser extinto o Ministério da Cultura, recebemos a chancela de Pontão de Cultura, política pública referendado na Lei Cultura Viva Nº 13.018, de 22 de julho de 2014.
Na quarentena, finalizamos o relatório anual, mas estamos impactados porque caiu todo planejamento de atividades do ano 2020, fazendo uma analogia, tínhamos um terreno com uma casa construída, agora ficamos somente com o terreno, vamos aguardar passar o isolamento social é a pandemia  para replanejar.

O pontão de cultura é  feito por pessoas para pessoas, nossa ferramenta é a cultura, algumas atividades, ainda não conseguimos migrar para o digital, muitos dos frequentadores do ponto não tem internet em casa. Devido ao isolamento, estamos colocando  as oficinas de roda de conversas na rede, para os que possuem acesso a internet, mais  voltado aos públicos infantil é idosos.