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segunda-feira, 19 de maio de 2014

Mãe Carmen de Oxalá falou como tem levado adiante as conquistas da sua mãe (Mãe Quina de Iemanjá) Teia Nacional da Diversidade 2014 movimenta Natal

CULTURA

Teia Nacional da Diversidade 2014 movimenta Natal

Cultura

No campus da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) foram feitos credenciamentos para a abertura do Fórum

por Portal BrasilPublicado: 19/05/2014 20h00Última modificação: 30/07/2014 01h42

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Natal (RN) abriga, de hoje até o dia 24, a Teia Nacional da Diversidade 2014, um encontro que, nas palavras da secretaria de Cidadania e da Diversidade Cultural (SCDC/MinC), Márcia Rollemberg, "é a primeira conferência setorial da cultura".

Hoje, no campus da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) foram feitos credenciamentos para a abertura do Fórum Nacional dos Pontos de Cultura, também para o Encontro Nacional de Pontos de Cultura Indígena e o Encontro de Gestores.

Diversidade

Próximo à Tenda da Diversidade, vinda de Pau dos Ferros, sertão do Rio Grande do Norte, Marta Pontes, cumprimentava e posava para fotos com mãe Carmen de Oxalá, de Guaíba, Rio Grande do Sul. Foi um encontro muito especial para as duas.

Marta contava que Pau dos Ferros é pequena, com 30 mil habitantes, cidade sofrida, marcada pelas secas, mas que fez da cultura um diferencial. "Das nossas marcas, fizemos força para trabalhar com comunidades e grupos de jovens, promovendo xaxado e forró, priorizando quadrilhas juninas. Quem vem de outros estados arrasta o pé nas festas do Centro Cultural  Pauferrense", contava animadamente a gestora de cultura.

Mãe Carmen de Oxalá falou como tem levado adiante as conquistas da sua mãe (Mãe Quina de Iemanjá). "Somos o primeiro ponto de cultura de matriz africana conveniado com o estado do Rio Grande do Sul. Estamos trabalhando o mapeamento de terreiros, e avançando numa proposta que minha mãe deu início ainda em Pelotas. Na década de 70, chegamos em Guaíba e faz 14 anos que estou à frente do terreiro. Em resumo: O que fazemos é exercitar valores civilizatórios africanos."

Como Ponto de Cultura, a Associação Beneficente Cultural Africana Templo de Iemanjá Assobecaty trabalha desde segurança alimentar até uma abordagem especialmente focada nas culturas das diferentes etnias para lidar com a questão da contaminação pelo vírus HIV/Aids. "É um tema difícil, mas estamos conseguindo! Temos uma importante ação a ser feita junto às diferentes comunidades, na prevenção de HIV/Aids. Cultura é forte aliada, mas é preciso ter vínculo com as pessoas. Falar como elas para que compreendam é fundamental e isso não é só pensar na língua, na mensagem, mas no sentimento, cultura mesmo."

Mãe Carmen conta que no Ponto de Cultura eles têm um bom problema para administrar: a fila que se forma para usar os 11 computadores do telecentro. "As mulheres estão disputando o computador com os jovens. Todos querem acessar as redes sociais! E a gente vê isso como uma oportunidade. Em vez de deixar formar as filas que eles já enfrentam por ai, em outros serviços, a gente propõe dinâmicas de grupo. Aproveita o tempo."

Em ações sociais, são atendidas diretamente no Ponto de Cultura Ilê Axé Cultural (Casa da Força Cultural), cerca de 1200 famílias (6 mil pessoas). Ao disputar e ser selecionado em edital lançado pelo governo do estado (Batuque do Sul promovendo a vida), o terreiro atende outras 60 casas com a política de prevenção ao HIV/Aids. Mãe Carmen ainda arranja tempo para ser blogueira. "Comunicação é tudo".

Também chegando cedo na praça Cívica do Campus da UFRN,  Renato Tupiniquim, do Espírito Santo, contou que participa do Colegiado Indígena dos Pontos de Cultura. Chegava à TEIA com um sentimento de muita esperança nas discussões. "Minha expectativa é uma discussão sincera e que a gente caminhe para fortalecimento dos pontos."

Com esse mesmo espírito, delegações da Bahia e Rio de Janeiro, puxavam uma roda de canto na fila do credenciamento: assim, e com muitas imagens e depoimentos mais, está só começando a Teia da Diversidade 2014.

Fonte:

Ministério da Cultura

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